Santo Antônio de Pádua, Presbítero, Doutor da Igreja
Santo do Dia – 13 de Junho

Santo Antônio de Pádua,
Presbítero, Doutor da Igreja · † 1231
Fernando era seu nome
Nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de Agosto de 1195, numa casa junto das portas da antiga cidade (Porta do Mar), que se pensa ter sido o local onde, mais tarde, se ergueu a Igreja em sua honra.

Tendo então o nome de Fernando, fez na vizinha Sé os seus primeiros estudos, tomando mais tarde, em 1210 ou 1211, o hábito de Cônego Regrante de Santo Agostinho, em São Vicente de Fora, pela mão do Prior D. Estêvão. Ali permaneceu até 1213 ou 1214, data em que se deslocou para o austero Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde realizou os seus estudos superiores em Direito Canônico, Ciências, Filosofia e Teologia.
Memória fora do comum
Segundo a tradição, talvez um pouco lendária, o Santo tinha uma memória fora do comum, sabendo de cor não só as Escrituras Sagradas, como também a vida dos Santos Padres. As relíquias dos Santos Mártires de Marrocos que chegaram a Coimbra em 1220, fizeram-no trocar de Ordem Religiosa, envergando o burel de Frade Franciscano e recolher-se como Eremita nos Olivais (em Coimbra). Foi nessa altura que mudou o seu nome para António e decidiu deslocar-se a Marrocos, onde uma grave doença o reteve todo o inverno na cama. Decidiram os superiores repatriá-lo como medida de convalescença.
Uma tempestade revela sua vocação
Quando de barco regressava a Portugal, desencadeou-se uma enorme tempestade que o arrastou para as costas da Sicília, sendo precisamente na Itália que iria revelar-se como teólogo e grande pregador. Em 19 de Março de 1222, em Forli, falou perante religiosos Franciscanos e Dominicanos recém ordenados sacerdotes e tão fluentemente o fez que o Provincial pensou dedicá-lo imediatamente ao apostolado.
Pregador contra as heresias
Fixou-se em Bolonha onde se dedicou ao ensino de Teologia, bem como à sua leitura. Exercendo as funções de pregador, mostrou-se contra as heresias dos Cátaros, Patarinos e Valdenses. Seguiu depois para França com o objetivo de lutar contra os Albinjenses e em 1225 prega em Tolosa. Na mesma época, foi-lhe confiada a guarda do Convento de Puy-en-Velay e seria custódio da Província de Limoges. Dois anos mais tarde instalou-se em Marselha, mas brevemente seria escolhido para Provincial da Romanha.
Doutor e taumaturgo
Assistiu à canonização de São Francisco em 1228 e deslocou-se a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 as suas pregações dividiram-se entre Vareza, Bréscia, Milão, Verona e Mântua. Em 1231, e após contatos com Gregório IX, regressou a Pádua. Considerado Doutor da Igreja e alvo de diversas biografias, todos os autores são unânimes em considerá-lo como um homem superior. Canonizado um ano após a sua morte pelo Papa Gregório IX, que lhe chamou “Arca do Testamento”, transformou-se num taumaturgo de importância especial, recebendo diversos atributos: “Martelo dos hereges, defensor da fé, arca dos dois Testamentos, oficina de milagres, maravilha da Itália, honra da Espanha, glória de Portugal”.
Instalou-se em casa do Conde de Tiso, seu amigo pessoal, onde morreu em 1231 no Oratório de Arcela.
Santo Antônio de Pádua, rogai por nós!
“Oração – Eu vos suplico tomar sob vossa proteção valiosa minhas ocupações, empreendimentos e toda a minha vida. Amém.”
Santo Antônio de Pádua, rogai por nós!
Antônio — Significa “valioso”, “de valor inestimável”, “digno de apreço”. Tem origem no latim Antonius, que se origina do grego Antónios.
Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 13 de junho:
1
Presbítero, Doutor da Igreja. Em Pádua, na Itália. Nascido em Lisboa, Portugal, em 1195. Filho do rei de Portugal e Portugal, abraçou a vida franciscana, pregando contra as heresias e realizando milagres, transformando-se em santo célebre da Igreja.
† 1231
2
Mártir. Na Via Ardeatina, a sete milhas de Roma. Sofreu martírio pela fé cristã nos primeiros séculos da Igreja.
† c. s. IV
3
Bispo. Em Alexandria, no Egito. Insigne na erudição, na fé, na vida e virtudes, serviço exemplar à Igreja primitiva.
† 312
4
Bispo. Em Nicósia, na ilha de Chipre. Defendeu vigorosamente a verdadeira fé nicena e foi o orador mais eloquente do seu tempo e admirável comentador do “Cântico dos Cânticos”.
† 370
5
Bispo de Amiterno. Nos Abruzos, região da Itália. No tempo em que os Lombardos invadiram a região, acusado falsamente de sublevar a cidade, foi por eles condenado à morte e afogado no rio.
† c. 600
6
Bispo. Em Alexandria, no Egito. Célebre pela sua doutrina, a quem o Papa São Gregório Magno escreveu várias cartas, escrevendo sobre ele: “Não está longe de mim quem está unido a mim”.
† c. 607
7
Eremita. Em Limoges, na Aquitânia, atualmente na França. Dedicou-se à vida contemplativa no deserto.
† s. VII
8
Mártir. No território de Lião, na Gália, atual França. Sendo de ilustre família e dotado de nobres virtudes, foi tão odiado por Ebroíno, chefe do palácio real, que este o enviou para o desterro e finalmente o mandou matar com um golpe de lança.
† 680
9
Eremita e mártir. No vale de Larboust, nos montes Pireneus, França. Segundo a tradição, foi morto pelos Mouros.
† s. VIII
10
Presbítero e monge. Em Córdova, na Andaluzia, região da Espanha. Durante a perseguição dos Mouros, no tempo do rei Moamed I, foi decapitado em ódio à fé cristã.
† 853
11
Monge. No mosteiro de Claraval, na Borgonha, região da França. Irmão de São Bernardo, que apesar da escassa cultura, tinha uma grande inteligência e discernimento espiritual.
† 1138
12
Mártires. Em Hué, no Anam, hoje no Vietnam. Após terem pisado a cruz, constrangidos pelo terror, quando recuperaram a consciência, pediram imediatamente ao imperador que fossem novamente julgados como cristãos e foram esquartejados vivos num barco.
† 1839
13
Mãe de família e mártir. Em Naumowicze, cidade próxima de Grodno, na Polônia. No regime de ocupação militar da sua pátria durante a guerra, se ofereceu aos soldados para substituir sua nora que estava grávida e foi imediatamente fuzilada.
† 1943
Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT