Beata Albertina Berkenbrock, Mártir

Santo do Dia – 15 de Junho

Santa Maria Madalena de Pazzi,

Virgem e Religiosa Carmelita · † 1607

Infância

Beata Albertina

Catarina, nome recebido em seu batismo, nasceu em Florença, na Itália, no dia 2 de abril de 1566.

Desde pequena, o seu amor por Cristo e pela Santíssima Virgem eram visíveis: agarrava-se à sua mãe com extraordinário ardor quando esta voltava para casa após ter comungado, mas se ela não comungara, sua filha não tinha as mesmas expansões.

Antes mesmo que aprendesse a ler, foi favorecida com o dom da oração e, com apenas sete a oito anos, já se confessava com um jesuíta, padre Rossi. Aos dez anos, recebeu a primeira comunhão e, a partir disso, consagrou a Deus a sua virgindade.

 

Caridade que Reluz

Sua caridade era grande e exemplar. Gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar alegremente com elas e com elas compartilhar o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas. Teve especial caridade com os filhos do seu futuro assassino, que trabalhava na casa de seu pai. Muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha com sincera alegria. Apesar de seus apenas 12 anos, Albertina aparentava mais idade e tinha um corpo já bastante desenvolvido. Era alta e forte, acostumada ao sol e aos trabalhos da roça. Tinha cabelos louros tendendo ao castanho, olhos verde-escuros. Era uma jovem de notável beleza.

O dia fatídico

Tudo corria normalmente até que chegou o dia 15 de junho de 1931. Seu pai lhe pediu que cuidasse do rebanho e procurasse um boi que se havia extraviado. No caminho, encontrou um homem de apelido “Maneco Palhoça”, que trabalhava para a família. Ela perguntou-lhe se sabia onde estaria o boi perdido. Ele indicou um lugar distante e a surpreendeu lá, tentando cometer crime contra sua honra.

A jovem resistiu com toda a força de seu espírito cristão, pois não queria pecar contra Deus nem contra sua pureza. Sua fé foi sua fortaleza. Por não conseguir êxito em seus intentos malévolos, ele a pegou pelo cabelo, jogou-a ao chão e cortou-lhe o pescoço, matando-a de forma cruel e imediata.

Maneco acusou falsamente outra pessoa, que foi presa injustamente. Mas quando ele se aproximava do corpo da menina para fingir que a velava, o corte vertia sangue, revelando sua culpa. Ele fugiu, mas foi preso e confessou o crime. O próprio assassino deixou claro que ela não havia cedido porque não queria pecar, sua castidade foi mais valiosa que a própria vida.

Beatificada em Tubarão

A cerimônia de beatificação de Albertina foi realizada em Tubarão – Santa Catarina . Contou com a presença do bispo local, Dom Jacinto Bergman; presidiu a cerimônia o cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Estavam presentes cerca de 20 mil pessoas, na praça da Catedral de Tubarão, além de dezenas de bispos e sacerdotes.

Após a leitura da biografia e a solicitação de beatificação, feita por Dom Jacinto Bergman, o cardeal Saraiva Martins leu o decreto de Bento XVI, que inscrevia oficialmente Albertina no catálogo dos bem-aventurados.

Albertina está viva mais do que nunca. Primeiro porque vive em Deus, imersa na paz e na felicidade sem fim. Depois porque vive no coração de seus parentes, amigos e devotos.

Bem-aventurada Albertina Berkenbrock, rogai por nós!

Albertina — Significa “nobre” e “brilhante”. Tem origem no germânico Adalbrecht, formado pelos elementos “adal” (nobre) e “berht” (brilhante), significando assim “a de nobre e brilhante esplendor”. Este nome revela a essência de sua vida: uma jovem de nobreza espiritual que brilhou com a luz de Cristo.

“Oração – Deus, Pai de todos nós! Vós nos destes vosso Filho Jesus, que derramou seu sangue na cruz por amor a cada um de nós. Vossa serva Albertina foi declarada bem-aventurada pela Igreja, porque, ainda jovem, também derramou seu sangue para ser fiel à vossa vontade e defender a vida em plenitude. Concedei-nos que, por seu testemunho, nos tornemos fortes na fé, no amor e na esperança. Amém.”

Bem-aventurada Albertina, rogai por nós!

Santo Amós — Profeta que era pastor de gado e cultivador de sicômoros quando o Senhor o enviou aos filhos de Israel para proclamar sua justiça e santidade divinas.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 15 de junho:

1

Santo Amós
Profeta. Pastor de gado e cultivador de sicômoros quando o Senhor o enviou aos filhos de Israel para proclamar sua justiça e santidade divinas contra as prevaricações do povo escolhido.

† s. VIII a.C.

2

Santo Hesíquio
Mártir. Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária. Era soldado quando foi preso juntamente com São Júlio, recebendo a coroa do martírio sob o domínio do governador Máximo.

† c. 302

3

São Vito
Mártir. Na Lucânia, hoje na Basilicata, região da Itália. Jovem de origem nobre, sofreu perseguições por sua fé inquebrantável.

† data inc.

4

Santo Abraão
Monge. Em Arvena, hoje Clermont-Ferrand, na França. Oriundo do litoral do rio Eufrates, viajou para o Egito visitar eremitas, foi preso cinco anos, depois se estabeleceu na região de Auvergne.

† c. 480

5

São Landelino
Abade. Em Crespin, no Hainaut, França. Convertido pelo bispo Santo Autberto do banditismo à prática da virtude, fundou o mosteiro de Lobbes.

† c. 686

6

São Lotário
Bispo. Em Séez, na Nêustria, França. Renunciou ao ministério episcopal e, segundo a tradição, quis morrer na solidão meditativa.

† 756

7

Santa Benilde
Mártir. Em Córdova, na Andaluzia, Espanha. De idade já avançada, morreu durante a perseguição dos Mouros, selando sua fé com o martírio.

† 853

8

São Bernardo de Menthon
Presbítero. Em Montjoux, território de Valais. Cônego e arcediago de Aosta que habitou nos cimos dos Alpes, construindo cenóbio e hospedarias para peregrinos.

† 1081

9

Santo Isfrido
Bispo. Em Ratzeburg, no Holstein, Alemanha. Viveu segundo a observância dos Cônegos Premonstratenses e se dedicou à evangelização dos Vendos.

† 1204

10

Beato Tomás Scryven
Mártir. Em Londres, Inglaterra. Monge da Cartuxa, permaneceu na fé da Igreja no reinado de Henrique VIII e recebeu a coroa do martírio consumido pela fome no cárcere.

† 1537

11

Beatos Pedro Snow e Rodolfo Grimston
Mártires. Em York, Inglaterra. No reinado de Isabel I, o primeiro foi condenado por ser sacerdote, o segundo por tentar salvá-lo; ambos receberam a coroa do martírio.

† 1598

12

Santa Germana
Virgem. Em Pibrac, Toulouse, França. Nascida de pais desconhecidos, suportou desde a infância vida servil e penosas enfermidades com alegria e fortaleza de alma.

† 1601

13

Beato Luís Maria Palázzolo
Presbítero. Em Bérgamo, Itália. Fundador da Congregação das Irmãs Pobrezinhas e dos Irmãos da Sagrada Família para auxílio dos jovens marginados.

† 1886

14

Santa Bárbara Cui Lianzhi
Mártir. Em Qianshengzhuang, Hebei, China. Após assassinarem seu filho, ao fugir para salvar a vida, foi presa e crudelissimamente torturada até à morte.

† 1900

15

Beata Albertina Berkenbrock
Virgem e Mártir. Em São Luís, Santa Catarina, Brasil. Aos doze anos foi assassinada por defender heroicamente sua castidade e sua fidelidade a Deus.

† 1931

16

Beato Clemente Vismara
Presbítero Missionário. Em Mong Ping, Birmânia, atual Myanmar. Dedicou sua vida à evangelização das populações locais com fervor apostólico.

† 1988

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT