São Carlos Lwanga e companheiros, Mártires
Santo do Dia – 03 de Junho

São Carlos Lwanga e Companheiros,
Jovens Mártires de Uganda · † 1886
Os Mártires

Era na Uganda, reino da África Oriental, durante o reinado de Mwanga. Carlos Lwanga e seus doze companheiros eram jovens nobres entre os catorze e os trinta anos, pertencentes à corte real e ao corpo de guarda do próprio rei.
Estes jovens, neófitos e fervorosos seguidores da fé católica, enfrentaram uma provação terrível. O rei Mwanga, em seus desejos impuros e despóticos, procurou induzi-los a ceder aos seus apetites perversos. Mas aqueles valorosos rapazes, armados pela graça de Deus e pela força da fé cristã, se recusaram firmemente a trair seus princípios. Preferiram sofrer o martírio a mancharem suas almas com o pecado.
A perseguição desencadeada pelo rei Mwanga representava um momento crítico para a Igreja nascente em Uganda. Estes jovens mártires não apenas deram testemunho de sua fé, mas também da dignidade humana e da pureza cristã, inspirando gerações futuras de africanos a abraçar a verdadeira religião de Cristo.
No ano de 1886, no monte Namugongo, aqueles heróis cristãos selaram sua fé com seu próprio sangue. Alguns foram decapitados, outros queimados. Mas sua morte não foi o fim – foi o começo de uma colheita fecunda de conversões.
O Martírio
O rei Mwanga, furioso com a recusa daqueles jovens em ceder aos seus caprichos, ordenou sua morte. Cada um daqueles heróis enfrentou o suplício com notável coragem e alegria no coração.
Carlos Lwanga, chefe dos pajens, foi o primeiro a ser assassinado. Seu corpo foi queimado lentamente, começando pelos pés, enquanto ele permanecia sereno, oferecendo seu sofrimento a Deus.
Kalemba Murumba foi abandonado numa colina com as mãos e os pés amputados, morrendo de hemorragia. André Kagua foi decapitado. E o último, João Maria, foi lançado num pântano. Mas todos eles morreram como verdadeiros soldados de Cristo, sem se renderem à desespero ou ao ódio.
Paulo VI, ao canonizá-los no dia 18 de outubro de 1964, disse deles: “Quem são? Africanos, autênticos. Africanos pela cor, pela raça e pela cultura, representantes qualificativos das populações bantos e milóticas.” E acrescentou que suas histórias de tortura e crueldade perturbavam profundamente a sensibilidade humana, mostrando as condições desumanas em que tantas comunidades africanas viviam.
Contudo, a morte deles não terminou em tragédia. Suas vidas derramadas tornaram-se semente de novos cristãos. O campo da Igreja em Uganda, regado pelo seu sangue precioso, produziu uma colheita abundante que perdura até hoje.
São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!
“Oração – Ó Deus, que fizestes do sangue dos mártires semente de novos cristãos, concedei que o campo da vossa Igreja, regado pelo sangue de são Carlos e seus companheiros, produza sempre abundante colheita. Amém.”
São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!
Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 03 de junho:
1
Mártires. Em Namugongo, Uganda. Jovens nobres da corte do rei Mwanga, recusaram-se a ceder aos apetites impuros do rei. Alguns foram decapitados e outros queimados por sua fé em Cristo.
† 1886
2
Presbítero. Em Cartago, na atual Tunísia. Conduziu São Cipriano à fé de Cristo e permaneceu firme na doutrina apostólica.
† s. VI
3
Primeiro bispo de Carcassonne, na Gália Narbonense, atual França. Resistiu à heresia ariana difundida pelos Godos na região.
† s. VI
4
Rainha. Em Tours, França. Cujas orações induziram seu esposo Clodoveu, rei dos Francos, a abraçar a fé de Cristo. Após a morte do esposo, recolheu-se na basílica de São Martinho.
† 545
5
Presbítero. Em Meung-sur-Loire, território de Orleães, França. Levou vida eremítica dedicada à oração e contemplação.
† s. VI
6
Virgem. Em Anágni, na Campânia, atual Lácio, região da Itália. Dedicou-se à vida de pureza e santidade.
† s. VI/VII
7
Abade. Em Glendalough, Irlanda. Fundou mosteiro e foi pai e diretor de muitos monges conforme a tradição.
† 622
8
Bispo de Clermont-Ferrand, na Aquitânia, atual França. Seu corpo foi sepultado em Manglieu, na igreja do mosteiro que construiu.
† c. 650
9
Mártir. Em Córdova, Andaluzia, Espanha. Sendo monge, durante o domínio dos Mouros, desceu do mosteiro para discutir com o Emir sobre a verdadeira religião e foi por isso condenado à morte.
† 851
10
Peregrino. Em Lucca, Toscana, Itália. De origem armena, vendeu todos seus bens e se fez peregrino por Cristo, visitando a Terra Santa e a basílica dos Apóstolos.
† 1051
11
Monge. Em Altkirch, Suíça. Natural da Renânia, foi ordenado presbítero, fez peregrinação a Compostela e tornou-se monge de Cluny.
† 1115
12
Presbítero e Frade Menor. Em Spello, Úmbria, Itália. Primeiro presbítero agregado aos Frades Menores, recebeu o hábito das mãos de São Francisco.
† 1254
13
Religioso. Em Jerez de la Frontera, Andaluzia, Espanha. Da Ordem de São João de Deus, resplandeceu pela caridade para com os presos e marginados.
† 1600
14
Presbítero e Mártir. Ao largo de Rochefort, França. Durante a Revolução Francesa, foi encarcerado numa galera por causa do sacerdócio.
† 1794
Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT