Beatas Irmãs: Teresa, Mafalda e Sancha

Santo do Dia – 20 de Junho

Beatas Irmãs

Beatas Irmãs,

Filhas de Dom Sancho I · † c. 1229-1256


Teresa, Religiosa

Convento

Nascida em 1176, a primogênita foi desde cedo bem educada e sentiu o chamado divino à vida religiosa. Conforme o costume do tempo, porém, foi dada em casamento ao Rei Afonso de Leão, tornando-se rainha. Por diversos motivos, o casamento foi declarado nulo. Retornou para casa e finalmente abraçou a vida religiosa no mosteiro de Lorvão, no distrito de Coimbra, onde tomou o hábito cisterciense e viveu em fidelidade às regras até sua morte santamente no dia dezessete de junho, consumindo-se na intercessão pela família e pelo reino.

Mafalda, Virgem

Nascida em 1195, Mafalda viveu momentos semelhantes aos de sua irmã Teresa. Casou-se com Henrique I de Castela, mas este faleceu antes de consumar o casamento. Despojando-se de seus bens, retornou para casa e entrou para a vida religiosa. Abraçou o hábito cisterciense no mosteiro de Arouca, do distrito de Aveiro, onde deu exemplo de vida perfeita, vivendo a total dependência de Deus e preferindo o recolhimento e a vida do claustro até sua morte no primeiro dia de maio.

Sancha, Virgem

Nascida em 1180, Sancha foi a primeira das irmãs a renunciar aos bens do mundo. Diferentemente de suas irmãs, não se casou, dedicando-se integralmente à vida religiosa. Foi ela quem fundou um convento da Ordem Cisterciense em Coimbra, onde viveu com fidelidade às regras monásticas até sua morte santamente no dia treze de março. Sua vida exemplifica o despojamento radical e a busca incondicionais da vontade divina.

Filhas de um Rei

Teresa, Mafalda e Sancha eram filhas de Dom Sancho I e da Rainha Dulce, portuguesas de sangue real. Nascidas no seio da realeza, renunciaram ao mundo e aos seus bens para se consagrarem à religiosidade, tornando-se exemplo de virtudes cristãs para os povos. Suas vidas demonstram que o verdadeiro tesouro não reside nas coroas terrenas, mas na entrega total a Deus.

Exemplos de Entrega

Essas três irmãs souberam usar suas virtudes cristãs para se tornarem exemplos luminosos para os povos. Renunciaram a tudo aquilo que o mundo oferecia: poder, riqueza, honras matrimoniais, buscando unicamente a vontade de Deus. Um exemplo a seguir de despojamento radical e de busca sincera da vontade divina. Suas vidas testificam que a verdadeira nobreza não está na ascendência real, mas na entrega incondicional ao Senhor.

Beatificação

A 13 de dezembro de 1705, Teresa foi beatificada pelo Papa Clemente XI através da bula Sollicitudo Pastoralis Offici, juntamente com a sua irmã Sancha. E a 27 de junho de 1793, foi beatificada pelo Papa Pio VI, Mafalda. A Igreja reconhecia e confirmava as virtudes heroicas dessas mulheres que viveram santamente a vontade de Deus.

Sancha — Significa “sagrada”, “sacrosanta” ou “salvadora”, numa forma feminina com origem etimológica em “sancho”. Um nome que reflete perfeitamente o caráter sagrado da vida dedicada ao Altíssimo.

“Oração – Senhor, estas três irmãs tudo deram a Ti. Viveram santamente e devotamente a Tua Vontade, o Teu querer e o Teu amor. Conceda-me a mesma graça de tudo dispor para Ti e de entregar tudo o que sou e que tenho para a Tua honra e glória. Amém.”

Beatas Teresa, Mafalda e Sancha, rogai por nós!

São Metódio — Bispo de Olimpo e mártir, que escreveu livros de exposição clara e harmoniosa.

Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 20 de junho:

1

Beatas Sancha e Mafalda, Virgens, e Teresa, Religiosa
Filhas de Dom Sancho I, rei de Portugal. Desde a infância foram modelo de virtudes. Sancha começou vida monacal em Alenquer e retirou-se para o mosteiro cisterciense de Celas, junto de Coimbra. Mafalda, renunciando ao matrimônio proposto com o rei de Castela, tomou o hábito no mosteiro de Arouca. Teresa, apesar da aspiração claustral, foi casada com rei de Leão, mas reconhecida a nulidade, retirou-se para Lorvão onde tomou hábito cisterciense.

† 1229-1256

2

São Metódio, Bispo de Olimpo e Mártir
Que escreveu livros de exposição clara e harmoniosa. No final da perseguição do imperador Diocleciano foi coroado com o martírio.

† c. 312

3

São Gobano, Presbítero
No território de Laon, na Nêustria, atualmente na França. Natural da Irlanda, foi discípulo de São Fusco na Inglaterra e, por amor de Cristo, partiu para a Gália, onde levou vida eremítica na floresta.

† c. 670

4

São João de Matera, Abade
No mosteiro de São Tiago de Fóggia, na Apúlia, região da Itália. Foi insigne pela sua austeridade e pregação ao povo. Na região de Gárgano fundou a Congregação de Pulsano sob observância da regra de São Bento.

† 1139

5

Beata Margarida Ebner, Virgem
No mosteiro de Medingen, na Baviera, região da Alemanha. Da Ordem dos Pregadores, suportou muitas tribulações por Cristo. Teve vida santa, admirável aos olhos de todos e agradável a Deus. Escreveu várias obras sobre a experiência mística.

† 1351

6

Beato Dermício O’Hurley, Bispo e Mártir
Em Dublin, na Irlanda. Jurista leigo nomeado bispo de Cashel por vontade do Papa Gregório XIII. Durante reinado de Isabel I, após sofrer interrogatórios e torturas durante vários meses, morreu pela fé católica e ministério episcopal.

† 1584

7

Beata Margarida Ball, Mártir
Em Dublin, na Irlanda. Viúva que acolheu em sua casa vários sacerdotes perseguidos. Por denúncia de um dos filhos foi presa e, após vários gêneros de torturas no cárcere, morreu septuagenária pela fé cristã.

† 1584

8

Beatos Mártires Francisco Pacheco, Presbítero, e Oito Companheiros
Em Nagasáki, no Japão. Da Companhia de Jesus, foram queimados vivos em ódio à fé cristã.

† 1626

9

Beatos Mártires Tomás Whitbread, Guilherme Harcourt, João Fenwick, João Gavan e Antônio Turner
Em Londres, na Inglaterra. Presbíteros da Companhia de Jesus, acusados falsamente de conspiração contra o rei Carlos II, sofreram o martírio no Tyburn pelo reino dos Céus.

† 1679

Martirológio — Secretariado Nacional de Liturgia · PT